Fonte: semfrescura.wordpress.com
Um novo segmento do setor alimentício tem se tornado cada vez mais popular nas cidades do interior nordestino, são os famosos espetinhos ou churrasquinhos. Geralmente se localizam ao ar livre, nas mais diversas esquinas, praças e outros lugares descampados, capazes de aglomerar diversas pessoas sentadas sobre aquelas cadeiras plásticas e ao som de forrozinho, axé, muído e demais adjacências.
Você identifica um de longe, onde você encontrar aquela fumaça, um carro com a porta da mala levantada com o som nas alturas e muita gente dando altas gargalhadas, falando alto, comendo e bebendo, sentadas naquelas cadeiras de plástico esturricadas do sol, pronto, aí está localizado o espetinho.
Os sabores são os mais diversos: carne de sol, queijo de qualho, frango, carneiro, coração de frango, linguiça calabresa, língua de boi, umbre, porco, tudo lambusado com uma boa farofa e acompanhado do famoso vinagrete, e para molhar o gargalo, ai vale de tudo: cervejinha, pinga, chamada, montila, caipinha, o famoso drink "capeta" e para os mais lights um refri.
Com relação as nomenclaturas, a criatividade rola solta: "Espetinho num tem parea não", "Espetinho Só filé", "Assim assado" "Espetinho de Gato", esse é o melhor de todos "Churrasquinho do Ceará de gato sianês".
Há um personagem que não pode faltar: aquele coitado do cachorro vira-lata que fica olhando com aquela cara de tristeza para as pessoas deliciando um espetinho.
Diz aquele velho ditado onde há fumaça há fogo, já aqui no nordeste "Onde há fumaça há espetinho".



