sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Santa Cruz não está preparada para se tornar ponto de Turismo Religioso

Não há de negar que desde 2000 a cidade de Santa Cruz teve uma grande modificação urbanística, novas ruas calçadas, algumas asfaltadas, praças, postos de saúde, espaços para o lazer, entre outros. Porém, faltou planejamento quanto ao trânsito, a arborização, sem falar na ausência de um bom serviço hoteleiro. Há sequer um bom restaurante na cidade ou ainda um lugar onde podemos fazer ao menos um lanche rápido. Não avançaram dos churrasquinhos e trailers com horrosos sanduíches, vulgarizados de "podrões".

Mudou-se a aparência da cidade, mas faltou a essência, e sem ela as aparências não duram muito. As escolas permanecem as mesmas, com profissionais incapacitados para lecionar, indicados pela amizade, a biblioteca pública nunca recebeu livros comprados pela prefeitura, sobrevive de doações e dos esforços das funcionárias. Os postos de saúde só funcionaram bem nos primeiros anos, agora os médicos começam a faltar, e a ausência de material de expediente é constante, sem falar do terrível atendimento do hospital regional.

O comércio é composto praticamente apenas supermercados e mercadinhos com o estoque idêntico, farmácias e óticas é só o que tem, lojas de importados a cada 10 metros você encontra uma, vendendo os famosos "made in china". Muita loja de roupas populares, com tecido fraco e muito baratas, mas de pouca qualidade, há lojas "de grife" mas não vendem muito e por incrível que pareça os principais clientes são aqueles que deixar de comprar o feijão pra andar com "roupa de marca".

Esse é um panorama da cidade, que mal comporta as necessidades dos seus moradores e quantos mais de romeiros de todo o país e os mais entusiasmados, que não faltam, falam até de pessoas de outros países.

A cidade precisa de uma coisa: mudar a mentalidade, os pensamentos e os hábitos. Planejar antes de fazer, não ter pena de contratar arquitetos, engenheiros quando forem construir algo, consultores quando pensarem em abrir um novo empreendimento, e construir uma educação pública de qualidade para ensinar a população a pensar melhor antes de agir.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Em homenagem a festa do Pavilhão de Santa Rita de Cássia

Essa homenagem, vem agora meio atrasada, mas é atemporal, serve para todos os anos, incluisve para o próximo.

Santa Cruz, 21 de maio de 19_, 20_,..., numa Festa de Maio qualquer

Hoje é dia de esticar as buchas, preparar aquele reboco para disfarçar as marcas que a vida vem deixando. É hora de esbanjar dinheiro em álcool e drogas para tentar esquecer o drama do cotidiano: um trabalho que não paga o que mereço, uma escola que não me dá educação, um hospital é que sou tratado mal e onde não nenhum medicamento, uma polícia que finge não ver a insegurança e não faz nada para remediar isso. Por isso estou aqui cantando: "Beber, cair, levantar"; "Vai buscar Dalila..."; "Chupa que é de uva..."; "Senta que é menta..."

domingo, 28 de junho de 2009

Paradoxo


Entre paus-de-arara, motos de cano furado, estão as carroças a passear pela capital do Trairi, Santa Cruz. Entre o falso progresso, representado pelo asfalto, e o real atraso das fezes mal cheirosas de burros, jegues, jumentos e cavalos espalhados pela ruas da cidade.

Até estacionamento para carroça tem lá, fica ao lado da antiga delegacia e próximo a "Ponte do Paraíso", como é chamada. Se você quiser conferir pode ir em qualquer dia útil, preferencialmente pela manhã e terás o prazer de conhecer tal proeza.

Os humildes carroceiros pegam o chamado "frete" e cobram quantias irrisórias, que por muitas vezes são sua única fonte de renda. Agora me digam, o que adianta asfalto, sinal de trânsito, praças bonitinhas e uma santa "atrepada" lá em riba do Cruzeiro, se em baixo o que se vê é miséria, inexistência de educação, um hospital e postos de saúde que os médicos não olham nem para cara do paciente, trata-os como animais!

domingo, 17 de maio de 2009

Arquitetura trairiense


Ruas estreitas, ausência de arborização, de saneamento e escoamento nas ruas asfaltadas, canteiros moto-taxi, muros no meio de praças sem nenhuma utilidade esses são alguns elementos que encontramos na esquisita capital do Trarí, a Santa Cruz do Inharé.

A memória desta cidade foi demolida junto as diversas construções históricas, incluíndo casas, prédios comerciais, a primeira capela, os coretos, um em frente a capela e o outro na atual Praça Ezequiel Mergelino, que por sinal já mudou tanto de nome e foi mofidicada tantas vezes, que nem pode-se se falar em identidade, pois quando começa a se criar alguma, chega um prefeito e a derruba.

Para alguns pode parecer que toda essa destruição foi em nome do progesso e da modernidade, mas se enganam, os prédios destruídos dão lugar, hoje, a construções que a "arquitetura trairiense" projetou, sem critérios estabelecidos, com as mais absurdas cores e formas, constituindo "o cúmulo do ridículo".